Uma nova forma de vida
“A vida do ser humano é uma tentativa aleatória de tomada de decisão, de fluir com a exigência e a solicitação do nosso meio. Por isso, o ato de viver, por si só, já é um milagre da Natureza, mas nas suas transformações e exuberância, se não mergulharmos profundamente nela, ela se tornará fugidia e imperfeita.”
Mestre Norg Fan Lian.
Aprendendo a equilibrar as coisas na vida.
O homem existe em perfeito equilíbrio, e o equilíbrio do homem só existe quando ambos os pólos, ou extremos, nesta nossa natureza dual estão igualmente desenvolvidos. Somos em todos os aspectos compostos por dois extremos que se completam, e só somos felizes quando ambos são igualmente respeitados e valorizados pois só aí há o equilíbrio.
Para que uma sociedade seja boa e atenda as necessidades dos seus integrantes é necessário que haja equilíbrio entre: masculino e feminino, céu e terra, ideal e realidade, teoria e prática, absoluto e relativo, riscos e segurança, seres sadios e seres doentes, ricos e pobres, governo e oposição, propriedade privada e comunitária, pai e mãe, pais e filhos.
Se perdermos a perspectiva de que os opostos se completam não há sucesso e realização. Precisamos das duas mãos para bater palmas e das duas pernas para chegar a algum lugar.
Portanto, necessitamos de nossos dois lados em estado de equilíbrio para atingir nossos objetivos.
Precisamos do sucesso (para manter nossa autoconfiança) e da derrota (como experiência); do trabalho (realização) e do lazer (relaxamento); da razão (inteligência) e da intuição (sabedoria); do “ter” (materialista) e do “ser” (espiritualista); do riso (alegria) e do choro (tristeza).
Em termos de administração como é que esse princípio deve ser aplicado?
A regra fundamental é que a empresa valorize igualmente “processos” opostos para que se obtenha equilíbrio e, consequentemente, o sucesso.
O que acontece normalmente com empresas tradicionais? O que elas valorizam menos ? Onde está o equilíbrio?
O administrador tradicional é um tigre: ou você trabalha ou ele te devora.
O processo é o seguinte: Empresas e organizações fortes para produzir e administrar (obter lucros) e fracas para criar e integrar (ambiente e relações pessoais).
Devemos nos certificar que os “lados opostos” numa organização funcional sejam:
- Ordem e mudança
- Trabalho e realização pessoal
- Lucros e satisfação espiritual
- Hoje e amanhã
- Formalidade e não formalidade
- Agitação e Paz
- Conhecido e desconhecido
- Razão e intuição
- Chefes e subordinados
- Emergências e rotinas
O sucesso depende da valorização de todos os opostos, pois os opostos se completam.
Preocupar não apenas com os lucros, mas também e igualmente com a realização de um lado não mecanicista da empresa.
As atividades de produzir e administrar são mecânicas, programáveis, automatizadas, altamente controláveis. Essas atividades planejadas, organizadas, coordenadas e controladas representam apenas um lado, um extremo que é altamente elogiado na empresa.
As atividades de criar, empreender e integrar as pessoas, ao contrário, não são mecânicas, programáveis, controláveis, não podendo ser – e não são – planejadas, organizadas, coordenadas e controladas.
Se não há equilíbrio entre opostos não há sucesso.
Como podemos valorizar ambos os polos?
Todos estamos capacitados (alguns altamente) para produzir e administrar, ou seja, para o hoje, o aqui e agora.
Nem todos, entretanto, estão igualmente preparados e aptos para criar, empreender e integrar.
No capitalismo somos seres econômicos e não seres humanos. Esse mecanismo nos leva ao desequilíbrio que pode eventualmente levar ao insucesso.
É necessário desenvolver a habilidade de ver o outro lado de cada situação. O erro e a correção, o resultado e a pessoa, e assim, privilegiar não só a “eficiência”, mas também o humanismo para continuadamente construir uma sociedade melhor, mais feliz.