
Sobre
“Uma sociedade melhor não nasce apenas de instituições melhores. Nasce de indivíduos que conhecem melhor, criam melhor e cuidam melhor.”
José Guimarães Monforte
Minha vida profissional começou há mais de seis décadas e foi, em grande parte, dedicada ao mercado financeiro e de capitais, à governança corporativa e à construção e transformação de organizações e instituições.
Foi uma trajetória que me permitiu acompanhar mudanças profundas no Brasil e no mundo: transformações econômicas, empresariais, sociais e, mais recentemente, tecnológicas, que alteraram não apenas a maneira como trabalhamos e produzimos, mas também como nos relacionamos e compreendemos a sociedade.
Ao longo desse caminho, aprendi muito mais pela experiência, pela convivência com pessoas e organizações e pela observação dos acertos e dos erros do que pelas certezas.
Com o passar do tempo, meus interesses também se ampliaram. Governança e economia passaram a conviver com questões sobre cidadania, instituições, liderança, cultura, tecnologia, envelhecimento e, sobretudo, sobre como viver de maneira consciente em um mundo que se transforma cada vez mais rapidamente.
Não me considero um acadêmico nem pretendo oferecer respostas definitivas. Há um patrimônio extraordinário de conhecimento produzido por pensadores muito mais profundos do que eu, ao qual continuo recorrendo e com o qual continuo aprendendo.
O que posso oferecer é outra coisa: a perspectiva de quem viveu, observou, participou e acumulou experiências durante muitas décadas — e que procura agora organizá-las, confrontá-las com outras ideias e compartilhá-las.
Foi dessa inquietação que nasceu Conhecer, Criar, Cuidar.
Três verbos que, para mim, passaram a representar uma forma de compreender nossa presença no mundo:
Conhecer, para procurar entender antes de julgar.
Criar, para transformar conhecimento e experiência em algo que produza valor.
Cuidar, para preservar aquilo que merece permanecer — pessoas, relações, organizações, instituições, valores e o próprio mundo que deixaremos aos que vierem depois.
Escrevo não porque acredite ter respostas superiores.
Escrevo porque a experiência, quando não é compartilhada, desaparece com quem a viveu.
Se alguma reflexão encontrada aqui ajudar alguém a compreender melhor uma questão, tomar uma decisão mais consciente, criar algo de valor ou cuidar melhor daquilo que lhe foi confiado, este espaço terá cumprido sua finalidade.